Paris, para mim, nunca foi apenas um destino.

Eu amo Paris como quem ama uma pessoa muito querida.
Daquelas que a gente quer visitar com frequência, sentar para conversar, trocar ideias, acompanhar de perto o que há de novo — e o que permanece.

Existe uma intimidade nisso.

Foi desse sentimento que nasceu Saint-Germain.

Entre tantos lugares da cidade, Saint-Germain-des-Prés sempre me pareceu traduzir Paris com mais verdade.
Uma elegância natural, sem esforço.
Um certo espírito bourgeois discret, onde o charme não precisa ser anunciado.

Ele está ali.

Há poesia nas ruas, nos cafés, nos pequenos gestos.
E uma leve boemia que atravessa tudo — quase como um filme que acontece sem que a gente perceba.

Essa coleção nasce dessa sensação.

Durante o processo, pensei menos em reproduzir e mais em traduzir.
Nos tecidos, nas cores, nos detalhes — em tudo que se revela aos poucos.

As camisas, especialmente, foram construídas com esse cuidado.
Mathilde e Lucile carregam essa intenção nos acabamentos, nos bordados, na forma como se apresentam.

O veludo bordô aparece como um contraponto mais profundo, presente na Jeanne e na minissaia.
Os vestidos Amélie e Claire trazem leveza.
O conjunto Eugénie, uma estrutura mais clássica.

A paleta percorre o marrom café, o azul marinho, o azul ciel, os beges que lembram as fachadas parisienses, o bordô.
Cores que atravessam o tempo.

Mas, no fundo, Saint-Germain não é sobre roupas.

É sobre como queremos nos sentir.

Criar essa coleção foi pensar em mulheres que se reconhecem no que vestem.
Que não precisam de excessos.
Que encontram beleza na própria forma de existir.

Talvez seja isso que mais me encanta em Paris.

E talvez seja isso que eu quis trazer para cá.

Com carinho,
Rafa
Diretora Criativa, French Stripes

Saint-Germain
Élégant au naturel.